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Grupo de “notáveis” será formado para subsidiar ações das Frentes Parlamentares

06/11/2013

Imagem: Claudia Meyer, SXC

Imagem: Claudia Meyer, SXC

Com a instalação da quarta “Frente Parlamentar” ontem (5) em Brasília na Câmara Federal, o próximo passo será a criação de um grupo de “notáveis”, formado por personalidades e lideranças do meio empresarial e acadêmico, com o objetivo de subsidiar as ações que serão desenvolvidas a partir de agora.

Há uma negociação em curso com o prof. Marcos Fava Neves, da FEA-RP/USP, para a atualização dos dados levantados em 2008 e que mapearam o tamanho da cadeia produtiva sucroenergética brasileira. O estudo indicou que o PIB do setor equivalia ao de um país como o Uruguai.

A informação foi prestada ontem por fonte ligada ao movimento que incentivou a criação das “frentes” e que participou da organização do movimento “Grito pelo Emprego e pela Produção” promovido a partir de abril de 1999 e que produziu profundas mudanças na cadeia produtiva sucroenergética e alavancou o ciclo virtuoso e de crescimento do setor até 2007.

“Corremos o risco de ver um movimento legítimo, que surgiu a partir de um diálogo respeitoso com a indústria de base, passando em seguida a incluir os fornecedores de cana, cair na mão de tradicionais usurpadores de situações construídas com muito sacrifício”, afirmou o sindicalista Antonio Vitor, vice-presidente da Força Sindical São Paulo.

A referência é aos usineiros e dirigentes da Unica. “Este movimento de agora, incluindo a formação das “frentes”, já poderia ter sido implementado em julho do ano passado. Só não o foi pela teimosia dos dirigentes da Unica – União da Indústria da Cana-de-Açúcar. Todos, da cadeia produtiva do setor canavieiro, sabem que os usineiros têm culpa e responsabilidade pela crise que se instalou no país. As demissões e a extinção de postos de trabalho da indústria de base é também resultado da inadimplência imposta pela quebra de quase uma centena de usinas decorrentes da má gestão profissional”, acrescenta.

Além do “Grupo dos Notáveis” também será proposta a criação de um “Grupo de Executivos” que deve reunir representantes de cada um dos elos da cadeia produtiva (Trabalhadores, fornecedores de cana, indústrias de base e usineiros) e representantes de cada uma das “Frentes Parlamentares”.

Com o recesso parlamentar que se aproxima é certo que as propostas para a retomada dos investimentos no setor sucroenergético, a criação do marco regulatório e outras propostas que constam da agenda da cadeia produtiva canavieira, sejam discutidas em 2014.

Para tanto, um grande evento com este objetivo está sendo construído para a segunda quinzena de 2014 e o prefeito José Alberto Gimenez, que teve a iniciativa de promover o “Ato em Defesa do Setor Sucroenergético”, no último dia 30 de agosto em Sertãozinho, já colocou o Teatro Municipal e toda a sua estrutura a disposição dos organizadores do movimento, segundo o secretário municipal da Indústria e Comércio, Carlos Roberto Liboni.


Fonte: BrasilAgro, escrita por Ronaldo Knack